Estimativa aponta produção de cerca de 11 milhões de toneladas de milho na segunda safra em MS

Foto: Aprosoja/MS - A produção de milho segunda safra em Mato Grosso do Sul pode alcançar aproximadamente 11,1 milhões de toneladas no ciclo 2025/2026.
"As estimativas consideram um cenário de acomodação após a safra anterior, considerada atípica em função das condições climáticas favoráveis que contribuíram para níveis elevados de produtividade. Para o ciclo atual, a projeção indica rendimento mais próximo dos patamares observados na média histórica", aponta o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena.
De acordo com o levantamento inicial, a área destinada ao milho segunda safra em Mato Grosso do Sul está estimada em cerca de 2,2 milhões de hectares, o que sugere leve aumento em relação ao ciclo anterior.
"Historicamente, a área dedicada ao milho segunda safra no estado apresenta oscilações nas últimas safras, geralmente variando entre 2,1 milhões e 2,3 milhões de hectares, conforme as condições de mercado, clima e estratégias adotadas pelos produtores".
As estimativas atuais indicam uma produtividade média de 84,2 sacas por hectare, número 22% inferior às 108 sc/ha registradas no ciclo passado.
Plantio avança dentro do calendário agrícola
No campo, os produtores seguem intensificando as operações para garantir o estabelecimento das lavouras dentro de uma janela mais segura do ponto de vista climático para o desenvolvimento da cultura.
Na primeira semana de março, aproximadamente 65,7% da área estimada já havia sido semeada, o equivalente a cerca de 1,4 milhão de hectares. O avanço ocorre paralelamente à colheita da soja, fase em que as propriedades operam em ritmo intenso para manter o calendário agrícola dentro do planejado.
Diversificação marca segunda safra
Outro movimento observado nos últimos anos em Mato Grosso do Sul é a diversificação das culturas implantadas na segunda safra. "Embora o milho permaneça como uma das principais opções em muitas regiões, outras alternativas vêm ganhando espaço dentro das propriedades".
Atualmente, o cereal ocupa cerca de 46% das áreas de sucessão após a soja, percentual inferior aos cerca de 75% registrados em períodos anteriores.O restante das áreas devem ser ocupadas com culturas como sorgo, milheto e pastagens, alternativas que contribuem para ampliar a diversificação produtiva e reduzir riscos climáticos.
"Mesmo com variações naturais entre as safras, o milho segue como uma das principais culturas agrícolas de Mato Grosso do Sul, com papel relevante tanto no abastecimento do mercado interno quanto na cadeia de exportação de grãos", finaliza Flavio.
Texto: Marcos Maluf (Comunicação da Aprosoja/MS)












